Quando pensamos em queimaduras, imaginamos chamas. Mas o corpo humano não diferencia calor extremo de frio extremo. O dano celular é praticamente o mesmo.
A chamada “queimadura por frio”, conhecida na medicina como frostbite, ocorre quando a pele entra em contato prolongado com temperaturas muito baixas. O gelo destrói células, rompe vasos sanguíneos e interrompe a circulação, exatamente como o fogo faz, só que pelo caminho inverso.
O perigo está na ilusão. Diferente do calor, o frio intenso não dói imediatamente. Primeiro vem a dormência. Depois, quando o tecido já sofreu danos profundos, a dor aparece, muitas vezes irreversível.
Em casos graves, ocorre necrose. Dedos, orelhas e até membros precisam de ser amputados. Em guerras de inverno e expedições polares, o frio matou mais pessoas do que armas.
O corpo tenta salvar órgãos vitais desviando o sangue das extremidades. É um mecanismo ancestral de sobrevivência, e também um aviso claro de que a natureza não negocia.
O frio não é apenas desconfortável, pode ser tão destrutivo quanto o fogo.
Para dias de frio, nada melhor que se agasalhar bem quando sai à rua.
