Até pouco tempo, era mais comum ver luzes quentes nas ruas, em tons amarelados. Aquela luz que parecia combinar com o fim do dia e com a ideia de ir mais devagar. Hoje, o que aparece em todo canto é a luz branca, a mesma de escritório, escola e transporte.

Muitos sentem que o mundo ficou mais frio e mais cinza. E isso tem a ver com o visual que a luz branca traz: tudo fica mais “clean”, mais reto, mais parecido em qualquer lugar. A luz fria virou sinal de modernidade e organização. Já a luz quente, que lembrava casa, vela, fogo e descanso, acabou por ficar com coisa do tipo antigo.

E tem um detalhe importante, bem simples: esse tipo de luz também pode mexer com a mente. Em muitas pessoas, dá a sensação de alerta por mais tempo, como se o dia não tivesse acabado de verdade. Aí fica mais difícil “desligar” e entrar no ritmo de descanso.

Afinal, não é só uma troca de lâmpadas. É uma troca de clima. A noite muda de tom, e a sensação de pausa fica mais rara. Nós começamos a lembrarmos, com um pouco de nostalgia, de quando a rua tinha aquele brilho mais suave e parecia combinar melhor com o silêncio do fim do dia.

Como por exemplo as luzes dos automóveis, hoje em dia já todas são brancas, ao contrario dos de antigamente.

ᴬᵈᵉˡᵃⁱᵈᵉ ᴼˡⁱᵛᵉⁱʳᵃ