Hoje, dia 16 de setembro, na ULSTMAD – Unidade Local de Saúde Trás-os-Montes e Alto Douro, decorreu no Serviço de Medicina Intensiva (SMI) da ULSTMAD, em parceria com o Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCL-PPCIRA), uma ação de sensibilização dedicada à higienização das mãos e à utilização adequada de luvas, no âmbito da prevenção e controlo da infeção.

A iniciativa combinou momentos práticos de sensibilização com a intervenção visual “𝗠𝗮̃𝗼𝘀 𝗔𝗻𝗼́𝗻𝗶𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗦𝗠𝗜”, que colocou as mãos dos profissionais no centro da narrativa: mãos que cuidam, tratam, monitorizam e protegem, contribuindo diariamente para a segurança dos doentes.

Ao longo do dia, os profissionais foram convidados a participar em três estações práticas:

– 𝗢 𝗘𝘀𝗽𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗮 𝗣𝗿𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮

Conhecer os indicadores do SMI e refletir sobre as boas práticas.

– 𝗔𝘃𝗮𝗹𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗛𝗶𝗴𝗶𝗲𝗻𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗠𝗮̃𝗼𝘀

Testar a técnica e identificar as áreas das mãos que ficam mais frequentemente esquecidas.

– 𝗖𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗮 𝗣𝗲𝗹𝗲 𝗲 𝗨𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗟𝘂𝘃𝗮𝘀

Reforçar a proteção das mãos e a utilização adequada de luvas em cada situação.

A prevenção e o controlo da infeção assumem particular importância em Medicina Intensiva. Dados do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) indicam que, em 2022, 9,8% dos doentes com permanência superior a dois dias em unidades de cuidados intensivos apresentaram pelo menos uma das infeções associadas aos cuidados de saúde monitorizadas. A nível europeu, estima-se que 4,3 milhões de doentes hospitalizados sejam afetados anualmente por pelo menos uma destas infeções.

Em Portugal, a adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos atingiu 80,3% em 2024, segundo dados do PPCIRA/DGS.

A mensagem é simples: a higiene das mãos, realizada no momento certo e de forma adequada, é uma das medidas mais eficazes para prevenir a transmissão de microrganismos. E o uso de luvas não substitui a higiene das mãos.

𝐍𝐚𝐬 𝐦ã𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐜𝐮𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐞𝐬𝐭á 𝐚 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧ç𝐚 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 é 𝐜𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨.