Nasce a cerca de 960 metros de altitude na Serra de São Mamede, na Galiza (Espanha), e percorre cerca de 145 quilómetros até desaguar no rio Douro, junto a Entre-os-Rios.
Entra em Portugal pela fértil Veiga de Chaves, atravessa o centro da cidade flaviense onde encontra a célebre ponte romana. Segue depois pelas Terras de Basto (Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto), passa por Amarante e Marco de Canaveses, até se juntar ao Rio Douro.
O seu nome vem dos Tamaganos. Era um povo (galaico-celta) pré-romano que habitava as margens do rio Tâmega, na zona de Chaves (Portugal) e Verín (Galiza, Espanha).
Faziam parte do grande conjunto dos Galaicos (Callaeci), os povos que viviam no Noroeste da Península Ibérica antes da chegada dos romanos.
Quase tudo o que sabemos deles vem de inscrições epigráficas.
Viviam principalmente no vale do Tâmega, entre a zona de Verín (Galiza) e Chaves (Trás-os-Montes).
Ainda hoje existem duas aldeias na Galiza chamadas Tamagos e Tamaguelos, que derivam diretamente do nome deste povo.
O território provavelmente estendia-se um pouco mais a sul, na direção de Chaves.
A origem nome Tâmega (antigo Tamaga ou Tamaca) é muito antiga, a raiz “tam” aparece em vários nomes de rios da Europa (Tamisa em Londres, Tambre e Tamuxe na Galiza, etc.).
Significava provavelmente “escuro”, “profundo” ou “que flui”.
Em 79 d.C., os Tamaganos aparecem mencionados no famoso Padrão dos Povos, a coluna que faz parte da Ponte Romana de Chaves.
Nessa inscrição, dez povos da região (incluindo os Tamaganos) prestam homenagem aos imperadores Vespasiano e Tito.
Isto mostra que, já no tempo de Roma, os Tamaganos eram uma civitas (comunidade organizada) reconhecida e que participavam na vida pública da zona de Aquae Flaviae (Chaves).
Como a maioria dos povos galaicos, viviam em castros (povoados fortificados no alto dos montes).
Eram agricultores e pastores, tinham uma organização tribal.
Um rio de fronteira, de termas e de paisagens que moldam a identidade da região do Alto Tâmega.
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