A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real considera que o debate sobre a saúde no Alto Tâmega e Barroso deve ser feito com verdade, responsabilidade e respeito pelas populações, sublinhando que o Governo mantém uma posição de abertura à criação de uma ULS específica para este território e está a desenvolver o trabalho necessário para avaliar essa solução.
Perante o comunicado divulgado pelo Partido Socialista, a propósito das declarações da Senhora Ministra da Saúde, Dr.a Ana Paula Martins, na audição regimental, entendemos ser importante colocar alguma serenidade no debate e, sobretudo, esclarecer aquilo que efetivamente está em causa.
O Governo não fechou a porta à criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso
Pelo contrário, assumiu uma posição de abertura favorável à avaliação e concretização dessa solução, desde que estejam reunidas as condições para que ela represente uma verdadeira melhoria na prestação de cuidados, na gestão dos recursos, na articulação dos serviços e no acesso das populações à saúde.
O Governo está, neste momento, a atualizar o estudo do processo administrativo, do plano de negócios e do perfil assistencial necessários à eventual criação da nova ULS e irá ouvir os autarcas dos municípios da respetiva área de influência, já no próximo dia 14 de outubro em Lisboa, de forma a processarem em conjunto e assegurarem qualquer decisão que seja sustentável e capaz de produzir ganhos concretos para a população.
Não há, portanto, uma porta fechada. Há um processo em curso.
E essa é a atitude que se exige a quem governa: ouvir o território, estudar as soluções e tomar decisões responsáveis.
O Hospital de Chaves é fundamental e está a receber investimento
Esta Comissão Política não ignora as dificuldades existentes no Hospital de Chaves.
A própria ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro reconhece os constrangimentos na Pediatria, na Medicina Interna, Cardiologia, Imunoalergologia e Ortopedia, identificando como uma das principais dificuldades a captação e fixação de médicos especialistas.
É uma realidade que deve ser enfrentada e não escondida.
Mas também é importante dizer que não é verdade que nada esteja a ser feito.
Nos últimos dois anos, foram realizados e estão em curso investimentos relevantes na modernização e qualificação da resposta de Saúde em Chaves.
No âmbito do PRR, está contratualizado um investimento de 6,1 milhões de euros para a requalificação do Serviço de Pediatria e dos internamentos das unidades hospitalares de Vila Real e Chaves.
E há uma resposta concreta que merece ser destacada: a Unidade de Cuidados
Intermédios do Hospital de Chaves está em condições de abrir durante este mês de outubro, segundo a informação transmitida pela própria ULS.
É isto que importa dizer às populações: há problemas que persistem, mas há também investimento, trabalho e respostas que estão a avançar.
Investimento também nos cuidados de saúde de proximidade
A política de Saúde não se faz apenas dentro do Hospital de Chaves.
Faz-se também nos centros de saúde e nas extensões de saúde que servem diariamente as populações do Alto Tâmega e Barroso.
Estão abrangidos por investimentos de requalificação e modernização equipamentos como:
• Centro de Saúde Chaves 1;
• Centro de Saúde Chaves 2;
• Centro de Saúde de Vidago;
• Centro de Saúde de Montalegre;
• Extensão de Saúde de Salto;
• Centro de Saúde de Boticas;
• Centro de Saúde de Valpaços;
• Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar;
• Extensão de Saúde de Jales;
• Extensão de Saúde de Pedras Salgadas.
Este investimento na rede de cuidados de proximidade é particularmente importante num território marcado pelo envelhecimento da população, pela dispersão geográfica e pelas distâncias aos grandes centros.
Uma ULS não pode ser apenas uma mudança administrativa
A Comissão Política Distrital do PSD entende a reivindicação do Alto Tâmega e Barroso.
Aliás, compreendemos que uma estrutura própria possa permitir uma maior proximidade da decisão, uma melhor articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares e uma valorização do Hospital de Chaves.
Mas uma ULS não se cria apenas por decreto.
Uma nova ULS só fará sentido se trouxer mais médicos, mais profissionais, mais capacidade de resposta, melhor articulação dos serviços e melhor acesso à saúde.
Não queremos simplesmente mudar o nome ou o modelo administrativo.
Queremos uma organização que funcione melhor para as pessoas.
É precisamente por isso que o processo de avaliação anunciado pelo Governo é importante.
O Alto Tâmega e Barroso precisa de respostas
A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real respeita as preocupações dos autarcas, dos profissionais de saúde e das populações.
Mas rejeita que uma reivindicação legítima e antiga do Alto Tâmega e Barroso seja transformada numa disputa partidária.
A população do Alto Tâmega e Barroso não precisa de mais uma guerra política.
Precisa de:
• médicos, serviços, investimento e respostas;
• um Hospital de Chaves valorizado;
• cuidados de saúde primários próximos e modernos;
• profissionais que possam ser atraídos e fixados no território;
• a garantia de que a eventual criação de uma ULS própria será feita para melhorar a sua vida e não apenas para criar uma nova estrutura administrativa.
É essa a responsabilidade que a Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real assume: defender o Alto Tâmega e Barroso, defender o Hospital de Chaves, exigir melhores cuidados de saúde e acompanhar com firmeza, juntamente com os Deputados do PSD, o processo de criação da ULS, sem demagogia e sem guerras partidárias.
O Governo abriu a porta.
Agora é preciso continuar a trabalhar para que essa porta conduza a uma solução concreta, sustentável e melhor para as populações.
A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real
