As novas gerações estão a beber menos álcool e a demonstrar uma preferência crescente por alternativas com baixo ou nenhum teor alcoólico. A mudança de hábitos está a ganhar expressão em Portugal e começa a obrigar a indústria das bebidas a adaptar a sua oferta às novas exigências dos consumidores.
No setor cervejeiro, as opções sem álcool assumiram-se, em 2025, como um dos principais motores de crescimento do mercado nacional. Apesar da evolução, estas cervejas representam ainda cerca de 8% das vendas em Portugal, uma percentagem bastante inferior à registada em Espanha, onde chegam aos 34%.
Também o setor vitivinícola começa a acompanhar esta transformação. Num contexto de redução do consumo de vinho a nível mundial, as bebidas sem álcool ou com menor graduação apresentam-se como uma área com potencial de crescimento, levando produtores a apostar em investigação e novas tecnologias.
Em Portugal, várias empresas já estão a diversificar a oferta para responder às novas preferências, como exemplos, com as bebidas aromatizadas à base de vinho a representarem atualmente uma fatia significativa das suas vendas. As empresas admitem continuar a investir em investigação e a avaliar soluções tecnológicas que possam permitir uma futura entrada no mercado dos vinhos sem álcool.
A tendência está particularmente associada aos consumidores mais jovens, que procuram conciliar momentos de convívio com estilos de vida mais ligados à saúde, bem-estar e moderação.
Para a indústria, a mudança representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Perante a diminuição do consumo tradicional, a capacidade de inovar, criar novas categorias de produtos e responder às expectativas de diferentes gerações poderá ser determinante para garantir a competitividade do setor.
No caso do vinho português, acompanhar estas transformações será essencial para conquistar novos consumidores e encontrar novas oportunidades num mercado que está a mudar rapidamente.
