Um Há empresas que se distinguem pelos números, pelo volume de negócios ou pela dimensão que alcançam ao longo dos anos. E há outras que, para além desses indicadores, se tornam parte da história de uma terra e da memória das suas gentes. O Intermarché de Valpaços pertence claramente a esta segunda categoria.

Ao assinalar três décadas de atividade, o Intermarché de Valpaços celebra muito mais do que 30 anos de existência de uma superfície comercial. Celebra 30 anos de trabalho, de crescimento, de proximidade, de criação de valor e, sobretudo, de ligação à comunidade valpacense. É uma história empresarial que se confunde, em muitos aspetos, com a própria
evolução económica e social do concelho.

No centro desta história está uma figura incontornável: o empresário e gerente José Samões.

Ao longo destes 30 anos, o seu nome ficou associado não apenas ao desenvolvimento de uma empresa, mas também a uma forma muito particular de exercer a atividade empresarial: com responsabilidade, proximidade, solidariedade e atenção às necessidades da comunidade onde está inserido.

A celebração dos 30 anos do Intermarché de Valpaços, assinalada a 1 de outubro de 2026, foi precisamente uma oportunidade para olhar para este percurso e reconhecer o papel que a empresa e o seu responsável desempenharam na vida do concelho. No dia seguinte, José Samões foi homenageado pelo apoio prestado, durante três décadas, a associações, coletividades e instituições de Valpaços. A homenagem juntou várias entidades locais e contou com o apoio do Município, constituindo um reconhecimento público de uma relação construída ao longo de muitos anos.

Três décadas de transformação

Quando o Intermarché chegou a Valpaços, o contexto económico e comercial era naturalmente diferente daquele que conhecemos hoje. Ao longo destes 30 anos, o concelho atravessou profundas transformações. Mudaram os hábitos de consumo, evoluiu a distribuição, aumentou a exigência dos consumidores e alteraram-se as necessidades das famílias.

O Intermarché soube acompanhar essas mudanças.

A sua evolução não deve, por isso, ser analisada apenas através da dimensão física de uma loja ou da diversidade dos produtos disponibilizados. Deve ser entendida como um processo contínuo de adaptação às necessidades de uma população e de uma região.

O próprio modelo Intermarché assenta numa característica particularmente relevante para territórios como Valpaços: cada estabelecimento é gerido por empresários independentes profundamente ligados à comunidade onde desenvolvem a sua atividade. A estrutura do Grupo proporciona apoio nas áreas da logística, compras, qualidade, desenvolvimento e direção comercial, mas a gestão local permite uma proximidade muito maior com os consumidores.

Essa proximidade é fundamental.

Num concelho onde as relações pessoais continuam a ter um peso significativo, conhecer os clientes, perceber as suas necessidades e acompanhar a realidade local pode fazer toda a diferença. Uma loja deixa de ser apenas um lugar onde se compram bens essenciais e passa a assumir uma função mais ampla: torna-se um ponto de encontro, um espaço de serviço e uma presença permanente na vida quotidiana da população.

Foi essa proximidade que o Intermarché de Valpaços foi construindo ao longo dos anos.
Um contributo para a economia local. O impacto económico de uma empresa desta natureza não se limita às compras efetuadas
pelos consumidores.

Uma superfície comercial com a presença e a longevidade do Intermarché representa emprego, salários, impostos, aquisição de bens e serviços, relações com fornecedores, circulação de pessoas e dinamização de outras atividades económicas.

Ao longo de três décadas, o Intermarché de Valpaços tornou-se, assim, um agente económico
relevante no concelho.

A sua existência contribuiu para diversificar a oferta comercial disponível à população e para reforçar a capacidade de Valpaços em responder às necessidades quotidianas dos seus habitantes. Ao mesmo tempo, a atividade comercial gera efeitos indiretos sobre outras empresas e profissionais locais: transportadores, prestadores de serviços, fornecedores, técnicos, empresas de manutenção e muitos outros agentes económicos que, de uma forma ou de outra, participam na atividade de uma empresa deste género. Existe ainda uma dimensão particularmente importante: a capacidade de aproximar a produção e o consumo.

O Intermarché, enquanto insígnia, tem desenvolvido uma estratégia de valorização da produção nacional e de relações de proximidade com produtores portugueses. Em 2025, por exemplo, os produtos de origem portuguesa representaram mais de 63% do volume comercializado pela insígnia nas categorias de carne, peixe e frutas e legumes.

Num território como Valpaços, profundamente ligado à agricultura e aos produtos tradicionais, esta valorização assume uma importância acrescida. A economia local não vive apenas do comércio: depende também da capacidade de valorizar aquilo que é produzido no território e de criar canais que aproximem produtores e consumidores.

Valpaços possui uma identidade agrícola e gastronómica muito própria. O azeite, o vinho, o fumeiro, a castanha, os produtos hortícolas e tantos outros produtos ligados à terra fazem parte da identidade económica e cultural do concelho. A existência de canais de comercialização acessíveis à população ajuda a manter viva essa ligação entre a produção local e o consumidor.

Mais do que uma empresa

Mas se a história do Intermarché de Valpaços fosse apenas uma história económica, ficaria
incompleta.

Porque uma das características mais marcantes deste percurso é a sua dimensão social.
Ao longo dos anos, o Intermarché de Valpaços e José Samões estiveram próximos de associações, coletividades, instituições, iniciativas desportivas, culturais e sociais. Esse apoio, muitas vezes discreto e sem grande exposição pública, foi-se tornando uma presença constante na vida do concelho.

É precisamente essa dimensão que explica a homenagem realizada em outubro de 2026.
Segundo o reconhecimento público promovido pelo Jornal Valpaços Online, em conjunto com várias associações, coletividades e instituições do concelho, José Samões foi homenageado pelo apoio prestado ao longo de 30 anos à comunidade valpacense. Como símbolo desse agradecimento, recebeu uma tela com mensagens de diversas entidades locais.

É difícil encontrar melhor exemplo do que significa ser um empresário verdadeiramente integrado numa comunidade.

O sucesso empresarial mede-se naturalmente pelos resultados económicos. Mas, numa terra como Valpaços, mede-se também pela capacidade de devolver à comunidade uma parte daquilo que dela se recebe.

Uma empresa não existe isoladamente. Precisa dos seus clientes, dos seus trabalhadores, dos seus fornecedores e do território onde está instalada. Quando um empresário compreende essa realidade, percebe que a responsabilidade social não é apenas uma obrigação formal: é uma forma de retribuir e de participar na construção coletiva do futuro.

José Samões: o empresário e o benemérito

Falar dos 30 anos do Intermarché de Valpaços implica, inevitavelmente, falar de José Samões.
O seu percurso demonstra que é possível conciliar atividade empresarial e compromisso social.
Mais do que proprietário ou gerente de uma empresa, José Samões tornou-se, ao longo dos anos, uma figura ligada à vida da comunidade.

O termo “benemérito” ganha aqui um significado especial.

Ser benemérito não significa apenas apoiar financeiramente uma determinada causa. Significa reconhecer que uma comunidade é feita de muitas pessoas e instituições e que todas precisam, em diferentes momentos, de apoio para concretizar os seus projetos.

Uma associação desportiva precisa de condições para continuar a formar jovens. Uma coletividade cultural precisa de meios para organizar atividades. Uma instituição social precisa de apoio para cumprir a sua missão. Uma iniciativa local precisa, muitas vezes, de parceiros que acreditem nela.

Ao longo dos anos, José Samões assumiu esse papel de parceiro.

A sua ação ajudou a fortalecer o tecido associativo de Valpaços, um dos elementos fundamentais da identidade de qualquer comunidade. As associações são espaços onde se criam relações, se formam jovens, se preservam tradições, se pratica desporto, se promove cultura e se combate o isolamento social.

Apoiar essas estruturas é, por isso, investir nas pessoas.

E talvez seja essa uma das razões pelas quais a homenagem de 2026 teve um significado tão particular: não foi apenas uma empresa a celebrar 30 anos. Foram muitas entidades da comunidade a reconhecer publicamente alguém que, durante três décadas, esteve presente nos seus caminhos.

Uma relação construída ao longo do tempo

Trinta anos representam uma geração.

Muitas das crianças que cresceram em Valpaços nos primeiros anos de atividade do Intermarché são hoje adultos. Algumas constituíram família, outras estudaram, outras emigraram, outras permaneceram no concelho. Muitas dessas pessoas passaram pela loja ao longo das suas vidas e acompanharam, como clientes, as transformações da empresa.
Também os trabalhadores fazem parte dessa história.

Uma empresa que permanece durante três décadas cria relações humanas que ultrapassam a simples relação profissional. Há pessoas que começam jovens a trabalhar numa empresa e nela permanecem durante muitos anos. Há famílias que, de diferentes formas, ficam ligadas à atividade. Há gerações de clientes e trabalhadores que acabam por fazer parte da memória coletiva da organização. É isso que distingue uma empresa com raízes de uma simples atividade comercial.

O Intermarché de Valpaços não é apenas um espaço físico. É uma presença que atravessou diferentes momentos da vida do concelho.

O futuro como continuação de uma história

Celebrar 30 anos não significa olhar apenas para o passado.

É também assumir responsabilidades perante o futuro.

O comércio está hoje perante desafios que eram difíceis de imaginar há três décadas: digitalização, comércio eletrónico, alterações nos hábitos de consumo, sustentabilidade, envelhecimento demográfico, mobilidade das populações e crescente concorrência.
Num território de baixa densidade, estes desafios são ainda mais relevantes.

A resposta terá de continuar a passar pela proximidade. Conhecer os consumidores, valorizar os produtos portugueses, apoiar os produtores, criar emprego, prestar um serviço de qualidade e manter uma relação de confiança com a comunidade serão fatores essenciais.

O próprio Grupo Mosqueteiros continua a apostar num modelo baseado em empresários independentes ligados aos territórios onde desenvolvem a sua atividade. Em 2025, o grupo alcançou em Portugal um volume de negócios de 2,24 mil milhões de euros, crescendo 5,5% face ao ano anterior, mantendo uma estratégia assente na proximidade às comunidades.
Para Valpaços, ter uma empresa com três décadas de experiência significa possuir um património económico e humano que não pode ser desvalorizado.

Um obrigado que pertence a todos

No final, talvez a melhor forma de resumir estes 30 anos seja através de uma palavra simples:
obrigado.

Obrigado a todos os trabalhadores que contribuíram para o crescimento da empresa.

Obrigado aos clientes que, ao longo de três décadas, escolheram o Intermarché de Valpaços para realizar as suas compras e que, dessa forma, ajudaram a construir esta história.

Obrigado aos fornecedores e parceiros que fizeram parte do caminho.
Obrigado às associações, coletividades e instituições que encontraram no Intermarché e em
José Samões um parceiro disponível.

E, naturalmente, obrigado a José Samões.

Porque um empresário pode criar uma empresa. Pode gerar emprego. Pode alcançar resultados. Mas quando decide colocar também uma parte do seu sucesso ao serviço da comunidade, deixa uma marca que vai muito além dos balanços e das contas anuais.
A história dos 30 anos do Intermarché de Valpaços é, por isso, uma história de crescimento empresarial, mas é também uma história de pertença.

É a história de uma empresa que cresceu com Valpaços e de um homem que decidiu que o seu sucesso empresarial deveria caminhar lado a lado com o desenvolvimento da terra onde escolheu trabalhar e viver.

Três décadas depois, a homenagem recebida por José Samões demonstra que esse
compromisso não passou despercebido.

Quando associações, instituições e coletividades se juntam para dizer “obrigado”, esse reconhecimento tem um valor que nenhum indicador económico consegue medir.
O Intermarché de Valpaços chega aos 30 anos com uma história feita de trabalho e perseverança. José Samões chega a esta data com algo ainda mais importante: o reconhecimento de uma comunidade.
E talvez esse seja o maior legado de todos.

Porque os supermercados vendem produtos, as empresas criam riqueza e os empresários geram oportunidades. Mas são as pessoas que dão sentido a tudo isso.
Em Valpaços, durante 30 anos, essa dimensão humana esteve presente.

E é por isso que celebrar os 30 anos do Intermarché é, também, celebrar 30 anos de proximidade, de compromisso e de comunidade.

Uma história que merece ser recordada.
Uma história que merece ser agradecida.
E, sobretudo, uma história que merece continuar.

Ana Gomes