Hoje, dia 3 de março, é Sexta-feira Santa e toda a Igreja se une em luto e espírito penitencial para comemorar a Paixão e Morte do Senhor.

A liturgia de hoje, na sua riqueza, oferece momentos intensos para poder aprofundar o mistério do sacrifício de Cristo.

Em todo o mundo cristão são feitas diversas expressões de fé: reza-se a via-sacra, ouve-se o “Sermão das Sete Palavras”, que é uma reflexão sobre as palavras que Cristo pronunciou na Cruz, e são feitas procissões ou eventos públicos semelhantes, geralmente com a imagem de Cristo sofredor e de sua Mãe Dolorosa.

Na Sexta-feira Santa não se celebra a eucaristia ou qualquer outro sacramento, exceto, o sacramento da reconciliação e a unção dos enfermos em caso de necessidade.

Na tarde da Sexta-Feira Santa acontece a Celebração da Paixão do Senhor, que comemora os diversos momentos que o Salvador teve que passar nas horas anteriores a sua morte. Este itinerário de dor é recordado passo a passo através da leitura da Palavra, da Adoração da Cruz e da Comunhão Eucarística, consagrada no dia anterior, Quinta-feira Santa.

A Santa Mãe Igreja também convida a acompanhar Nossa Senhora nos seus sofrimentos maternais. Ela nunca abandonou o seu Filho e, ao contrário da grande maioria dos discípulos, não fugiu e permaneceu ao pé da Cruz.

Os fiéis devem viver esse dia mantendo o silêncio, tanto externo como interno, e com um espírito reflexivo. Devem-se unir ao luto pela morte de Jesus Cristo, disse o padre Donato Jiménez, OAR: “Devemos fazer nossos os sentimentos da Igreja”. Contribui enormemente para esse propósito que mantenhamos a abstinência e o jejum.