O presidente do Chega, André Ventura, foi obrigado hoje a sair da sala de audiências onde decorre o julgamento da ação interposta contra os seus cartazes presidenciais sobre a comunidade cigana.

Segundo a Lusa, o candidato a Belém foi dispensado de estar presente enquanto elementos da comunicado cigana depõem e só vai ser ouvido na quinta-feira.

Recorde-se que arrancou esta terça-feira, no Palácio da Justiça, em Lisboa, o julgamento que vai determinar se o líder do Chega será ou não obrigado a retirar os cartazes com referências à comunidade cigana. 

O parlamento aprovou, no início do mês, um parecer da Comissão de Transparência que autorizava o presidente do Chega, André Ventura, a responder em tribunal por causa dos seus cartazes sobre o Bangladesh e comunidade cigana.

Em todos os processos judiciais em que tem estado envolvido, André Ventura não tem obstaculizado o levantamento da sua imunidade parlamentar para responder em tribunal.

Em causa estão cartazes do candidato presidencial André Ventura, líder do Chega, com as frases “Isto não é o Bangladesh” e “Os ciganos têm de cumprir a lei”.

Em 10 de novembro, seis pessoas apresentaram no Tribunal de Lisboa uma ação de tutela de personalidade contra André Ventura para que o líder do Chega fosse obrigado a retirar, num prazo de 24 horas, os cartazes que fazem referência à comunidade cigana.

Contatado pela Lusa, a assessoria de imprensa do Chega indicou que André Ventura “não se vai obstaculizar ao levantamento de imunidade”, que será primeiro analisado pela Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados e depois votado em plenário.