A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam amanhã, dia 20 de janeiro, a campanha de segurança rodoviária intitulada “Viaje sem pressa”. Esta ação marca o arranque do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026 e vai decorrer até ao dia 26 de janeiro, incidindo sobre os distritos do Porto, Setúbal e Viana do Castelo.
Combate à sinistralidade e riscos da velocidade
O principal objetivo da iniciativa é sensibilizar os condutores para os riscos associados ao excesso de velocidade, um fator apontado como responsável por um terço das mortes na estrada. Dados referentes a 2025 indicam que 64% das infrações registadas estiveram relacionadas com a velocidade.
As autoridades sublinham que “o corpo humano não está preparado para absorver o impacto de um acidente”, apresentando dados concretos sobre atropelamentos: a 30 km/h, a probabilidade de sobrevivência de um peão é de 90%, valor que desce drasticamente para apenas 10% se o embate ocorrer a 50 km/h. É ainda recordado que manter uma distância de segurança reduz significativamente o risco de acidente.
Ações de sensibilização e fiscalização
Para promover a adoção de comportamentos mais seguros, a campanha integrará duas vertentes: ações de sensibilização da ANSR (no continente) e dos serviços das administrações regionais (nos Açores e Madeira), e operações de fiscalização pela GNR e PSP, com especial enfoque nas vias de maior intensidade de tráfego.
Novidades do PNF 2026
Esta é a primeira de 11 campanhas previstas no âmbito do PNF de 2026, que se estenderão até novembro. O plano deste ano apresenta uma nova identidade visual e, embora mantenha os temas trabalhados em 2025 (velocidade, álcool, dispositivos de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor), passa a incluir um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.
As campanhas do PNF são realizadas anualmente desde 2020, baseando-se nas recomendações europeias, reforçando a mensagem de que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as consequências graves podem ser evitadas através de comportamentos seguros.
