O papa Leão XIV disse ontem, sexta-feira dia 13 que, cristãos que têm responsabilidades em conflitos armados devem fazer um sério exame de consciência.

“Será que os cristãos que têm grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazerem um sério exame de consciência e se confessar?”, perguntou o papa aos padres dedicados ao ministério da confissão.

A audiência aconteceu no Vaticano durante um encontro com padres participantes do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. Esses cursos reúnem anualmente padres de todo o mundo para aprofundar sua compreensão da prática pastoral do sacramento da penitência.

O papa defendeu a importância do sacramento da reconciliação, ao qual atribuiu a missão de restaurar a “unidade interior” da pessoa.

Essa reconciliação, acrescentou, “gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana”.

Para o papa, o ministério da confissão exige proximidade, escuta e a capacidade de acompanhar espiritualmente os fiéis, especialmente em um contexto marcado por tensões e conflitos.

Em um mundo que, segundo ele, vive um tempo de “fragmentação”, o papa disse que a reconciliação fomenta a unidade interior da pessoa, uma busca particularmente presente entre os jovens. As decepções causadas pelo “consumismo desenfreado” ou por “uma liberdade afastada da verdade”, podem se tornar “oportunidades de evangelização”, disse.

“Quando, na confissão sacramental, os penitentes se reconciliam com Deus e com a Igreja, a própria Igreja se edifica e se enriquece com a renovada santidade de seus filhos arrependidos e perdoados”, disse.