De acordo com declarações recentes da ministra da Saúde, insere-se na reorganização do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM), prevê a centralização da primeira intervenção no litoral, explicam os deputados que exigem a manutenção do helicóptero em Macedo de Cavaleiros e enviaram um conjunto de questões a Ana Paula Martins, recordando “que o acordo de 2016 foi homologado superiormente, tendo o Estado Português assumido compromissos claros e irrevogáveis.
Segundo os parlamentares do PS, este acordo anterior tem permitido a estabilidade do serviço na região, já que estabelece o compromisso de não promover qualquer medida que implique a saída do helicóptero e a obrigatoriedade de consulta e concordância prévia dos municípios signatários para qualquer alteração ao dispositivo.
A concretizar-se a medida proposta pelo Ministério da Saúde, para além de violar frontalmente o espírito e a letra do acordo de 2016, é, do ponto de vista técnico e operacional, de uma irracionalidade geográfica evidente.
Os parlamentares querem saber se o Ministério da Saúde reconhece a validade jurídica, o carácter definitivo e a força vinculativa do acordo, e como pretende o Governo obter a concordância prévia, dos municípios para qualquer alteração.
Para os deputados, um helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros, uma cidade localizada no eixo da Autoestrada Transmontana (A4), no centro do distrito e da região transmontana, possui um raio de ação de 360 graus, integralmente útil em território nacional, ao contrário do que acontecerá com a deslocação da primeira intervenção para o litoral, onde o raio de ação tático se perde, em grande medida, sobre o Oceano Atlântico.
Para os transmontanos, trata-se de uma decisão que deixa ainda mais desprotegidas as populações do interior pela dilatação dos tempos de chegada do meio aéreo.
Assim sendo, a distância física aos grandes centros hospitalares diferenciados, situados maioritariamente na faixa litoral, torna o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica um recurso insubstituível para garantir a sobrevivência e a recuperação de doentes críticos.
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Atualização às 16h30:
INEM diz que helicóptero fica em Macedo de Cavaleiros até 2030.
