Se nada mudar, esta poderá ser a realidade de muitas terras transmontanas: montanhas rasgadas, florestas destruídas, solos estéreis e aldeias marcadas por uma exploração que poderá deixar cicatrizes durante gerações.

Em nome do progresso, pergunta-se: a que preço?

Enquanto o poder central toma decisões longe do território, são as populações locais que poderão viver diariamente com as consequências. Pessoas que sempre trabalharam a terra, protegeram a natureza e fizeram de Trás-os-Montes a sua casa.

O desenvolvimento não pode significar a destruição daquilo que nos identifica. O futuro da nossa região merece ser construído com respeito pelas pessoas, pelo ambiente e pelas gerações que ainda estão por vir.

Trás-os-Montes não pode ser apenas um lugar de onde se retiram recursos. É uma terra de vida, de história e de identidade. E isso também tem valor.