Seis workshops de olaria, concursos de fotografia e ilustração, aquisição de peças aos oleiros, exposições, vídeos e documentários são algumas das iniciativas da Ação de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, promovida pelo Município de Vila Real, dedicada ao Barro Preto de Bisalhães e ao Andor da Senhora da Pena.

Com um investimento de 86 mil euros, comparticipado em 65% pelo Norte 2030, a operação representa, segundo a vereadora da Cultura, Mara Minhava, “um investimento muito concreto na salvaguarda do nosso património cultural e imaterial”.

Em 2026 assinalam-se 10 anos da classificação do Barro Preto de Bisalhães pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Uma década em que foi possível concretizar um dos principais desafios do plano de salvaguarda: a formação de novos oleiros. O Município procurou também promover o diálogo entre o barro e outras artes.

O Andor da Senhora da Pena, tradição que remonta ao século XVIII, é considerado um dos maiores do país, com cerca de três toneladas, sendo transportado por mais de 100 pessoas durante a Festa da Senhora da Pena, em Mouçós, no segundo domingo de setembro. A tradição envolve 11 aldeias e é transmitida de geração em geração.

No âmbito da candidatura, foram ainda lançados dois concursos de fotografia e ilustração, procurando trazer “novos olhares para estas demonstrações culturais”.

Em setembro, realizam-se seis workshops e demonstrações de olaria, dinamizados por oleiros experientes e oleiras recém-formadas, no Espaço D’Artes Jorge Marinho e nas escolas profissionais da NERVIR e Agostinho Roseta.

A operação contempla ainda a aquisição de peças aos oleiros em atividade, que integrarão a coleção do futuro Museu da Louça Preta de Bisalhães, cuja obra já foi adjudicada. Estão também previstas a reimpressão de publicações e de um jogo de cartas, bem como a produção de vídeos, exposições e documentários sobre estes dois patrimónios.