Cerca de 50 atividades integram a programação do Teatro de Vila Real para o último trimestre do ano, numa agenda que cruza música, teatro, dança, novo circo, cinema, poesia e exposições, com propostas para diferentes públicos e uma forte aposta na participação e na criação artística.

Na apresentação da agenda, o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Favaios, destacou a diversidade da programação e o papel do equipamento cultural na afirmação de Vila Real. “É um espaço de cultura, de encontro, de criação, de participação, aberto à cidade e à região”, afirmou, sublinhando que a capacidade de programação do Teatro “ultrapassa claramente a dimensão da nossa cidade e do nosso concelho”.

Entre os destaques está mais uma edição do Douro Jazz, com seis concertos e um concerto pedagógico dirigido às escolas. Outro dos momentos de destaque será A Reinvenção dos GNR, criação que junta o compositor Luís Figueiredo, o Oniros Ensemble e a cantora Patrícia Relvas, recuperando temas dos primeiros álbuns da banda portuguesa.

Para o diretor do Teatro, Rui Araújo, a programação assume também uma forte dimensão de serviço público. “A criação artística local, por diversas vias, está também sempre presente na programação do teatro e da Câmara”, sublinhou.

A agenda inclui ainda Arte, de Yasmina Reza, com Nuno Lopes, Cristóvão Campos e Rui Melo, novo circo com João Paulo Santos, música com António Zambujo e projetos da Peripécia, além de cinema e propostas para famílias.

A vereadora da Cultura, Mara Minhava, destacou a terceira edição do Projeto Migrantes, que contará com workshops de canto em movimento orientados pelo Coro Lira e que envolve já 22 participantes de diferentes nacionalidades. “A cultura pode aqui desempenhar um papel muito concreto na aproximação entre pessoas”, afirmou.

Mara Minhava sublinhou ainda a descentralização de alguns espetáculos, em linha com a vontade do executivo municipal de democratizar o acesso à cultura. Nesta programação em específico destacou duas atividades, uma no dia 25 de novembro no Centro Cultural de Vila Real, e outra no Conservatório de Música, no dia 5 de dezembro. Em dezembro, destaque ainda para Bichos, da companhia Dançando com a Diferença, a partir de Miguel Torga.

“Um teatro só cumpre verdadeiramente a sua missão quando tem público, quando cria participação e quando consegue fazer da cultura uma experiência que é partilhada”, resumiu Alexandre Favaios.

MVReal