O secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap) afirmou, esta quarta-feira, que o Governo admitiu aumentar o subsídio de refeição já em 2026, mas não detalhou o valor concreto, após uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública. 

Na última reunião, o Governo tinha proposto um aumento do subsídio de refeição na função pública em 10 cêntimos ao ano a partir de 2027, tendo em vista atingir os 6,30 euros em 2029. Mas, a manter-se a proposta dos 10 cêntimos e mesmo com a antecipação para o próximo ano, a Fesap avisa que não será suficiente para alcançar um novo acordo

Questionado sobre se os 10 cêntimos seriam suficientes, ripostou: “Já percebeu, desde o primeiro minuto, quando nós lhe dizemos que 10 cêntimos não dão para um pão” e se o Governo não se chegar “à frente com um pouco de manteiga, queijo ou outra coisa para pormos no pão, certamente não podemos aceitar”

No caderno reivindicativo, a Fesap, afeta à UGT, defende um aumento subsídio de alimentação para 10 euros por dia, isento de impostos em 2026, além da subida da remuneração base na função pública para 973,41 euros e uma atualização mínima de 95 euros para todos os trabalhadores.  

O secretário-geral da Fesap reiterou ainda que está disponível para continuar a negociar, tendo em vista alcançar um novo acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública “mais densificado” e que contemplem outras matérias, nomeadamente que valorize as carreiras dos “polícias municipais, fiscais municipais, técnicos de salva-vidas”, enumerou.