Portugal registou, no ano passado, 12.800 bombeiros profissionais, entre 390 mil na União Europeia (UE), e é o terceiro país que menos investe na protecção contra incêndios, o equivalente a 0,3% da despesa governamental nacional.
Dados publicados esta terça-feira pelo serviço estatístico da UE, o Eurostat, revelam que, em 2024, Portugal dispunha de 12.800 bombeiros, o equivalente a 0,25% do emprego total no país.
Ao todo, no espaço comunitário, os países da União Europeia em conjunto tinham no ano passado 390.600 bombeiros profissionais, representando 0,19% do emprego total da UE. Face a 2023, o número de bombeiros tinha aumentado em 28.200.
Dados mais recentes são da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), divulgados em 2024. Dão conta de que, entre 1980 e 2024, ou seja, nos últimos 44 anos, morreram ao serviço 254 bombeiros.
Neste período, o ano com o maior número de mortes registadas foi 1985, com 19 óbitos. Deste número, 14 bombeiros morreram no combate a um incêndio em Armamar, no distrito de Viseu.
Além de 1985, foram contados mais seis anos com o número de mortes a ultrapassar a casa dos dois dígitos. Em 1986 e 2005 registaram-se 16 óbitos e em 1996 morreram 13 bombeiros, enquanto em 1989, 1998 e 2013 foram contabilizadas dez vítimas mortais.
Em 2024, foram registadas, pelo menos, cinco mortes de bombeiros, sendo que o número total de vítimas mortais da vaga de incêndios de Setembro incluiu também civis. Foi inclusive declarada situação de calamidade no país e arderam mais de 62 mil hectares.
