Cerca de 120 Ministros Extraordinários da Comunhão (MEC) da Diocese de Vila Real reuniram-se, no passado dia 18 de julho, para um encontro de formação que constituiu um significativo momento de reflexão, aprofundamento espiritual e celebração. A jornada culminou com o envio destes ministros para a missão de levar Cristo aos irmãos, especialmente aos mais frágeis, doentes e impossibilitados de participar na celebração eucarística e na vida litúrgica das comunidades.

A iniciativa decorreu em dois momentos distintos. No primeiro, os participantes reuniram-se no Auditório do Seminário de Vila Real, onde o Padre Hélder Libório orientou uma sessão formativa dedicada ao Mistério da Eucaristia e ao serviço da Comunhão aos doentes.
Na sua intervenção, o sacerdote sublinhou a importância da proximidade, da escuta, do cuidado pastoral e da responsabilidade de levar Jesus Eucaristia aos irmãos doentes e impossibilitados de participar presencialmente na celebração eucarística e frisou que este momento não se reduz a um ato individual, mas constitui um verdadeiro momento de encontro e de comunhão eclesial, que deve envolver e integrar a família do doente na oração, fortalecendo os laços de fé, esperança e caridade que unem toda a comunidade cristã.

Ao longo da formação, houve ainda espaço para orientações práticas e para o esclarecimento de dúvidas, permitindo aos participantes refletir sobre os desafios pastorais que acompanham a missão de levar a Comunhão aos doentes.
Este momento formativo revelou-se particularmente importante para reforçar a consciência de que este serviço exige não apenas disponibilidade, mas também fé profunda, alimentada pela oração, sensibilidade humana e uma atitude de proximidade fraterna para com aqueles que dele beneficiam.

Após o intervalo, teve lugar o segundo momento do encontro. Os participantes dirigiram-se para a Sé Catedral, onde celebraram a Eucaristia presidida por D. António Augusto Azevedo, Bispo de Vila Real.
Na homilia, D. António Augusto desenvolveu três ideias fundamentais sobre o serviço dos Ministros Extraordinários da Comunhão. Em primeiro lugar, recordou que o Ministro Extraordinário da Comunhão é chamado a servir aquilo que a Igreja tem de mais sagrado: a Eucaristia. Por isso, deve exercer este ministério com profundo respeito, evitando a rotina e realizando cada gesto com a máxima reverência e dignidade.

Num segundo momento, o Bispo Diocesano sublinhou que este serviço deve nascer de uma relação íntima com Cristo, salientando que a oração, a adoração e a vivência da comunhão com a Igreja são essenciais para que o ministro seja não apenas distribuidor da Eucaristia, mas também verdadeiro testemunho da presença de Cristo.

Por fim, D. António Augusto referiu que este ministério é um serviço à comunidade, especialmente aos doentes, idosos e pessoas impossibilitadas de participar na Eucaristia.
Levar-lhes a Comunhão é levar esperança, consolo e vida, tornando visível a solicitude da Igreja e a certeza de que ninguém é esquecido.

Após a homilia, realizou-se a nomeação dos Ministros Extraordinários da Comunhão propostos pelas suas paróquias, que assumiram pela primeira vez ou renovaram o compromisso de servir a Igreja, testemunhando a sua fé e amor a Jesus Eucaristia, sendo sinal da proximidade de Cristo junto daqueles que já não conseguem encontrá-Lo presencialmente na comunidade reunida.

Este significativo momento da vida diocesana reforçou a consciência da importância deste serviço para a vitalidade das comunidades cristãs e para a atenção pastoral aos mais frágeis, testemunhando uma Igreja próxima, cuidadora e comprometida com todos os seus filhos. Neste contexto, foi também reiterado pelo Sr. Bispo o apelo para que os Ministros Extraordinários da Comunhão sejam apresentados às respetivas comunidades paroquiais, de modo a dar visibilidade a este ministério, favorecer a sua valorização e promover o reconhecimento da missão eclesial que lhes é confiada ao serviço da Eucaristia e dos irmãos mais vulneráveis.

DVR