No ano passado aumentou o número de taxistas detidos por enganar clientes. O maior número de casos foi registado em Lisboa, sobretudo no percurso entre o Aeroporto e a cidade.

O crime é de especulação: acontece quando é cobrado ao cliente um valor acima do que está previsto nas tarifas. De acordo com a PSP, registou até meados de dezembro do ano passado, 334 casos, dos quais resultaram 216 detenções, sendo a maioria de taxistas.

É uma subida de quase 170% face a 2024 no número de casos e de 670% no número de detenções. Em 2024, tinham sido apenas 28.

A PSP justifica esta alteração com uma maior proatividade dos agentes no controlo desta atividade, estando em estudo a afixação de preços fixo no Aeroporto.

Florêncio Almeida, reconhece que estes casos são uma “vergonha” para a classe profissional, que prestam um serviço público com preços legalmente deixados e que têm de ser cumpridos.

O dirigente da ANTRAL defende que nestas situações, perante condenação dos tribunais, deveria ser aplicada a suspensão imediata da atividade, com agravamento em caso de reincidência.

Lisboa é onde foram detidas mais pessoas por especulação, com quase 90%. Segue-se o Porto, Loures, Oeiras, Sintra Cascais e Maia. O caso mais grave dos últimos anos foi o de um taxista que já foi detido 10 vezes por cobrar aos cliente mais do que devia.

Para o interior, não se têm verificado estes casos.