Em Trás-os-Montes, o fumeiro não nasceu como iguaria de luxo. Nasceu da necessidade.
Os invernos eram longos e duros, e a carne precisava de resistir ao tempo. Foi assim que as famílias, unidas nas tradicionais matanças, descobriram o segredo de conservar e dar sabor: o fumo lento da lenha e os temperos simples que a terra oferecia.
O que começou como sobrevivência, tornou-se cultura.
De geração em geração, o fumeiro passou a ser sinónimo de encontro. Um pretexto para a família se sentar à mesa, partilhar pão, vinho e histórias.
No seu manuseamento, mantem-se a lenha, é respeitado o tempo, escolhe-se a carne e tempera-se como nos ensinaram.
Porque o fumeiro é mais do que alimento: é memória, identidade e orgulho transmontano.

ᴾʳᵒᵛᵉⁱ&ᴳᵒˢᵗᵉⁱ