Um ’toureiro’ de muita classe e elegância e enorme maestria a tourear a Justiça.
Dá espetáculo… com lides brindadas aos apoderados de toda uma vida, ‘o amigo’ e a mãe que o pariu – conta ele – a quem crava os ferros na garupa com enorme maestria e talento. ‘Faenas’ pagas em ‘notas’ que lhe dá palco e vida faustosa fora do redondel.
Dubai, Brasil, França, Ericeira e de vez em quando nos curros do tribunal assim vai a vidinha deste animal feroz, uma vez toureiro outras vezes touro. Por vezes lides marcadas por alguns toques na montada – contam-se oito… – advogados – e passagens em falso.
É especialista em “verónicas”: de capote aberto, cita de frente o touro lindo chamado ‘Justiça’… e conduz a investida com o capote avançado, como quem dança o fandango na arena… do tribunal. Executa largas cambiadas, com uma mão, onde o toureiro solta o capote para que este gire sobre si enganando o touro.
As “Chicuelinas”, onde roda o capote sobre o seu próprio corpo enquanto o touro passa… e a música toca, um Pasodoble ao compasso do toureiro de ritmo vivo e compasso binário, que traduz as emoções da festa brava.
À semelhança do mais famoso ganster dos EUA, que dominava o crime organizado em Chicago durante a Lei Seca (1920-1933) que a Justiça nunca conseguiu condenar a não ser apenas por um crime menor: não pagou os impostos do álcool do contrabando…, o Al Capone da Ericeira chegará o dia em que tudo se apague (prescreva) sai do palco, correm a cortina e termina a faena a dar uma volta à arena em ombros, exibindo, pois claro, os troféus: as orelhas do touro e o rabo… dos portugueses… Neste interlúdio, siga a tourada…
ᴬⁿᵗᵒ́ⁿⁱᵒ ᴰⁱᵃˢ
