Foi à terceira tentativa que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), foi autorizada a abrir o curso de Medicina. A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior deu, finalmente, luz verde ao mestrado integrado, depois de satisfeitas as condições exigidas.

O curso de Medicina foi criado em estreita colaboração com a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e foi acreditado pela A3ES, por um período condicional de dois anos.

A proposta da UTAD passa pela admissão de 40 alunos por ano, um número máximo que se pretende manter ao longo dos seis anos do curso, e centra atenções na humanização e na proximidade com o paciente, bem como nos cuidados de saúde primários e nos cuidados preventivos.

O plano de estudos assenta o ensino em pequenos grupos, em casos clínicos e visa também a criação do centro de simulação. Para a implementação deste mestrado integrado, foi também preparado um sistema de transportes dos estudantes que irá ligar a universidade e a ULS, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e 23 centros de saúde.

O objetivo é que o curso entre já em funcionamento já no próximo ano letivo, mas o ministro da Educação lembra que o mestrado integrado só pode começar depois da UTAD resolver os problemas que têm impedido a eleição de um novo reitor.