A maior associação nacional do setor avança que a quebra é justificada pelo impacto do calor extremo e da ausência de chuva nos últimos quatro meses.

A produção de azeite em Portugal deverá descer este ano cerca de 20%, quando comparado com a campanha de anterior. A quebra é justificada pelo impacto do calor extremo e da ausência de chuva nos últimos quatro meses.

“Nos meses cruciais para a formação do azeite encontrámo-nos perante um cenário difícil, praticamente sem qualquer precipitação”, refere a diretora executiva da Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal (Olivum), Susana Sassetti.

“Este ano, em relação à campanha anterior, em muitas zonas, o olival não teve capacidade para manter o desenvolvimento normal do fruto, Este cenário cria um clima de preocupação no setor, que enfrenta uma campanha marcada por grande variabilidade entre regiões e variedades, mas com uma tendência comum de redução de produtividade“, assegura a líder da Olivum.

A associação justifica que “em várias zonas de Portugal, a seca e as temperaturas elevadas durante a maturação provocaram desidratação do fruto, afetando a produtividade do mesmo“, com Susana Sassetti a apelar que “mesmo nos olivais regados, é necessária mais água, e a sua falta está a ter um claro impacto na quebra de produção”.