O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, desafiou esta quinta-feira as famílias portuguesas que vivem no estrangeiro a falarem português em casa, para que as novas gerações não percam a ligação ao idioma.

Em entrevista à Lusa no Consulado Geral de Portugal, Emídio Sousa indicou que, da sua parte, está a rever o regime jurídico do ensino do português no estrangeiro, como ferramenta fundamental para “manter a portugalidade ativa”.

“No que diz respeito ao (papel do) Governo, é essencialmente a revisão do regime jurídico, melhorar as condições de frequência das aulas, a distribuição dos manuais, as aulas ‘online’. Portanto, isso é todo um trabalho que o Governo português está a fazer”, assegurou.

Contudo, Emídio Sousa apelou às comunidades portugueses que não se afastem da língua portuguesa, frisando que o idioma é uma “ferramenta importante para o futuro”.

A língua portuguesa não só é uma das línguas mais difundidas no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, como é também a língua mais falada no hemisfério sul, de acordo com dados da UNESCO.

A importância dada pelo sistema educativo à língua portuguesa concretiza-se na sua acreditação como idioma de acesso ao ensino superior, através do exame ‘National Examinations in World Languages’ (NEWL).

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas iniciou hoje uma visita aos Estados Unidos, que passará pelos estados de Nova Iorque, Nova Jérsia, Massachusetts e Rhode Island, e que terminará na próxima quarta-feira.

Na sua passagem por Nova Iorque, participou numa tertúlia cultural promovida pelo Consulado Geral de Portugal nessa cidade e esteve reunido com funcionários consulares, que lhe expuseram reivindicações de aumentos salariais.

Emídio Sousa destacou ainda a sua intenção de estar o mais próximo possível das comunidades, considerando que a emigração “faz parte do ADN” dos portugueses “há séculos e o atual Governo está particularmente empenhado em acompanhar os portugueses no mundo” e, “acima de tudo, valorizar esses portugueses e chamá-los a um novo conceito de desenvolvimento do país”.

ᵇʸ ᴸᵘˢᵃ