O primeiro-ministro português pronunciou-se sobre o processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, que classificou duas vezes como “complexo” , “não vale a pena ignorá-lo”, reconheceu Montenegro.
Apesar disso, o primeiro-ministro reiterou que há “100% de compromisso” por parte de Portugal para reforçar e “acelerar ao máximo” esse processo, que incluirá também “as próprias reformas da Ucrânia”.
Zelensky: “A paz é melhor do que a guerra, mas não a qualquer preço”
Ainda durante a conferência de imprensa, o Presidente ucraniano referiu-se às negociações para a paz que estão em curso com as delegações norte-americana e russa, sublinhando que a Ucrânia precisa de garantias de segurança para ter um acordo “justo e eficiente”.
“A paz é melhor do que a guerra, mas não a qualquer preço”, disse Volodymyr Zelensky. Para prevenir outro Putin é preciso que tenhamos garantias fortes.”
Zelensky colocou também pressão sobre os aliados norte-americanos e europeus: “É preciso detalhar estas garantias. Sei como vão reagir os ucranianos, mas e os parceiros?”
Ao longo das últimas semanas, foi avançada a possibilidade de que o acordo inclua um mecanismo semelhante ao Artigo 5.o da NATO como garantia de segurança para o Governo de Kiev. O Presidente ucraniano relembrou que qualquer garantia só existe quando “estiver assinado um papel e a guerra parada”.
O primeiro-ministro português admitiu a possibilidade de Portugal participar no futuro numa missão de paz em território ucraniano, com militares no terreno.
Na conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Montenegro disse que a possibilidade de “empenhamento terrestre” por parte das tropas portuguesas está em cima da mesa no futuro. “O Presidente Zelensky tem a tarefa facilitada, porque sabe da disponibilidade de Portugal para participar em missões de paz (no futuro)”, afirmou o primeiro-ministro português. “Nada vai obstar a que militarmente os portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado na Lituânia ou na Roménia”, clarificando que tal seria em tempo de paz.
Zelensky afirmou estar “grato” por essa posição, que disse estar a ser ainda coordenada no âmbito da Coligação dos Disponíveis. Mas disse ser ainda cedo para discutir os moldes dessa participação militar: “Concordo com o Luís, é um pouco cedo para falar disso”, que só aconteceria “depois do cessar-fogo, não agora”.
