O bolo-rei foi a última grande mudança na ceia de Natal tradicional portuguesa.
Mais de 100 anos depois da sua introdução, um investigador acredita que poderá começar a perder a centralidade que conquistou.
João Pedro Gomes, autor de um livro sobre as origens e história da doçaria portuguesa e docente na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), costuma fazer um exercício com os alunos em que pergunta:
“Quem é que gosta de bolo-rei?”. Dois ou três braços se levantam entre uns 30 jovens.
Segue-se uma outra pergunta:
“Quem é que tem bolo-rei na mesa de Natal?”. Todos os braços se levantam.
“Tem-se bolo-rei, mas não se come”, resume o especialista, referindo que também as gerações com 50 ou 60 anos vão relegando o doce na lista de preferências.
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