Nos dias 26 e 27 de dezembro, uma possível depressão retrógrada, semelhante às ocorridas em 2006 e 2009, poderá influenciar o estado do tempo em Portugal Continental.

No entanto, importa salientar que o grau de incerteza ainda é elevado, uma vez que este tipo de sistemas meteorológicos é particularmente difícil de prever, mesmo com uma antecedência inferior a 24 horas.

As depressões retrógradas caraterizam-se por um movimento de leste para oeste, contrário ao fluxo dominante, o que aumenta significativamente a incerteza na sua trajetória e intensidade.

  • Cenário 1:

Núcleo da depressão sobre o continente

Caso o centro da depressão atravesse o território continental, estarão reunidas condições para um episódio de precipitação significativa associada a ar muito frio em altitude. Neste cenário, a queda de neve poderá ocorrer a cotas muito baixas, pontualmente próximas dos 0 metros, incluindo zonas do litoral, o que poderia resultar num dos maiores nevões das últimas décadas, potencialmente o mais relevante desde 2006.

  • Cenário 2:

Núcleo da depressão sobre o mar

Se, pelo contrário, o núcleo da depressão se mantiver sobre o oceano, o continente será sobretudo afectado por uma massa de ar muito frio e seco. A precipitação ficaria confinada ao litoral, sendo escassa ou inexistente no interior, resultando num episódio de tempo muito frio, mas maioritariamente seco.

  • Conclusão:

Pequenas variações na trajetória da depressão poderão provocar diferenças muito significativas no estado do tempo, razão pela qual é fundamental acompanhar as actualizações dos modelos numéricos nas próximas horas.

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