A Itália está a avançar com uma posição mais dura face a crimes sexuais violentos. O parlamento discute uma proposta que prevê a castração química para violadores e pedófilos condenados, através de um tratamento hormonal voluntário e reversível, que poderá ser oferecido em troca de redução de pena.

Os defensores da medida argumentam que esta abordagem pode reduzir a reincidência e aumentar a proteção da sociedade, enquadrando-a como uma ferramenta de prevenção e segurança pública, e não apenas como punição.

Já os críticos alertam para graves questões constitucionais e éticas, levantando dúvidas sobre se o consentimento pode ser verdadeiramente livre quando está associado a benefícios penais. O debate expõe a tensão entre políticas de tolerância zero ao crime sexual e os limites do poder do Estado sobre o corpo humano.