O Governo avança com alterações às regras para tirar a carta de condução. Prepara-se para criar um regime alternativo para os alunos que queiram aprender a conduzir com um tutor, em vez do instrutor de condução.

O Valpaços Online sabe que esta quinta-feira vai ser levada a Conselho de Ministros esta alteração, que faz parte de um pacote alargado de alterações. Aplica-se aos automóveis normais (categoria B), maiores de 18 anos, e muda as regras para quem vai tirar a carta de condução.

Aprender a conduzir com um tutor vai ser possível, mas não será obrigatório. Quem quiser, pode manter o regime tradicional e aprender a conduzir com um instrutor de condução.

O Governo quer simplificar a este regime. O aluno envia um email à escola de condução e identifica o tutor, com uma declaração a garantir que os requisitos estão preenchidos. O tutor, por exemplo, pode ser a mãe, ou o pai.

Irá existir uma limitação geográfica para a condução acompanhada” que será definida pelos municípios e será obrigatório um seguro próprio que “cubra os danos causados pelo candidato”.

As escolas de condução têm a última palavra, porque fazem um “teste de aferição” ao aluno para perceber se está pronto para ir a exame.

Trata-se de um decreto que não deve precisar de passar no Parlamento. Depois de aprovado, necessita de ser regulamentado antes de entrar em vigor.

Para ser tutor existem requisitos legais

Neste momento, o Regime Jurídico do Ensino da Condução já prevê a existência de um tutor, mas só para quem já tem 12 horas de formação prática, 250 quilómetros de estrada e obriga a um curso por parte do tutor.

Neste regime já existente, para se ser tutor é obrigatório ter pelo menos 10 anos de carta de conduçãonão ter sido condenado pela prática de crime rodoviário ou de contraordenação rodoviária grave ou muito grave, nos últimos CINCO anos e ter concluído o curso de tutor.

  • Com as mudanças que o Governo vai aprovar esta quinta-feira, deixa de ser necessário frequentar o curso de tutor. Os requisitos para se ser tutor não são ainda conhecidos.

Já existem sistemas semelhantes na Alemanha, Bélgica, Suécia, França ou Dinamarca.