A multinacional espanhola Cortizo, fabricante de alumínio, está a construir uma fábrica de 100 milhões de euros na zona industrial de Chaves. O projeto vai criar 100 empregos numa fase inicial. Com nove fábricas em Espanha, França, Polónia e Eslováquia, esta será a décima unidade do grupo.

A Câmara Municipal de Chaves adianta ao ECO que, numa primeira fase, o projeto prevê a criação de 100 postos de trabalho diretos, com perspetiva de crescimento faseado até cerca de 450 colaboradores, o que segundo a autarquia “representa um impacto muito significativo no emprego qualificado e na dinamização económica da região”.

As obras deste novo complexo implementado numa área total de 30 hectares “já se encontram em curso, estando concluídas as fases de limpeza do terreno e de definição dos limites da área de intervenção, encontrando-se atualmente em desenvolvimento os trabalhos de movimentação de terras”, adianta ao ECO a autarquia de Chaves, acrescentando que “ainda não é possível indicar uma data concreta para a conclusão da fábrica”.

Reconhecido com o estatuto de Projeto de Interesse Nacional (PIN), o investimento vai contar com benefícios fiscais e o acesso a apoios comunitários. De acordo com a autarquia, a instalação da Cortizo em Chaves “beneficia das políticas municipais de incentivo ao investimento, nomeadamente através de instrumentos como os Projetos de Interesse Municipal, incentivos fiscais, redução da derrama e disponibilização de terrenos em condições altamente competitivas”.

“Este investimento assume uma importância estruturante para a região, reforçando a posição de Chaves como polo industrial de referência em Trás-os-Montes e Alto Douro, aumentando a visibilidade internacional do concelho e contribuindo de forma decisiva para o crescimento do emprego, da atividade económica e da competitividade territorial”, refere ao ECO a autarquia liderada pelo socialista Nuno Vaz.

O Governo aprovou a minuta do contrato de investimento da candidatura apresentada pela Alumínios Cortizo (Portugal) ao abrigo do Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva, no âmbito do Regime Contratual de Investimento (RCI), para um projeto considerado de interesse especial para a economia nacional. A operação, com um custo elegível igual ou superior a 25 milhões de euros, foi validada pela AICEP e pela Autoridade de Gestão do programa COMPETE 2030.

Em novembro do ano passado, a Cortizo inaugurou uma filial em Vila do Conde, o que representou um investimento de 5,5 milhões de euros. Localizado no parque industrial de Touguinhó, o centro logístico de 9.490 metros quadrados veio substituir as antigas instalações nesta cidade do norte do país.

Com este espaço, a empresa disponibiliza um armazém de entrega imediata com um stock de 350 toneladas de perfis de alumínio e 300.000 barras de PVC das referências mais procuradas, bem como um armazém automatizado de ferragens e acessórios.

Este novo centro logístico é uma prova evidente do nosso crescimento sustentado em Portugal, um país onde somos líderes no mercado do alumínio e do PVC e onde estamos presentes há mais de duas décadas, desde que Vila do Conde se tornou a primeira delegação da Cortizo fora de Espanha”, disse Miguel Días, delegado comercial do distrito do Porto, em comunicado. A multinacional espanhola tem ainda um centro de distribuição em Rio Maior.

Fundada há mais de 50 anos na Galiza, a Cortizo, com nove fábricas em Espanha, França, Polónia e Eslováquia e 31 centros de distribuição, produz anualmente 150 mil toneladas de perfis de alumínio e 50 mil toneladas de PVC.

Com vendas em 87 países, a multinacional espanhola registou um lucro de 155 milhões de euros em 2024, o que representa um aumento de 45% em relação ao ano anterior, de acordo com o portal Economia Digital Portugal.