No fim da vida, ninguém leva os títulos que conquistou.
Ninguém leva o saldo da conta bancária.
Ninguém leva o carro, a casa ou o estatuto.
Levamos aquilo que vivemos.
Os abraços demorados.
As gargalhadas à mesa.
As noites difíceis em que estivemos presentes.
As mãos pequenas que procuraram as nossas.
As memórias simples que, sem sabermos, se tornaram eternas.
Vivemos numa sociedade que nos ensina a correr atrás de mais.
Mais dinheiro.
Mais reconhecimento.
Mais sucesso.
Mas, muitas vezes, nessa corrida, esquecemo-nos do essencial: há pessoas que trocariam tudo aquilo que têm por mais um jantar em família, mais um abraço, mais um momento com quem amam.
O verdadeiro sucesso não está em impressionar o mundo.
Está em conseguir chegar a casa e ter alguém que corra para nós.
Está em sermos porto seguro.
Em criarmos memórias que um dia os nossos filhos irão recordar com saudade e amor.
Porque no final… as crianças não se vão lembrar da marca da nossa roupa, do modelo do carro ou do cargo que tínhamos.
Vão lembrar-se de quem estava lá.
De quem brincou.
De quem ouviu.
De quem abraçou.
De quem amou.
Neste Dia da Família, talvez valha a pena perguntar: de tudo aquilo que andamos a construir na vida… o que ficará realmente no coração de quem mais amamos?
Paulo Araújo
