O Evento que Traz Artes aos Montes, aconteceu no passado fim de semana, na Lagoa do Alvão

Durante os dias 3,4 e 5 de julho, a Lagoa do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar, voltou a ganhar vida. O  ARTiManha Festival de Artes 2026 reuniu cerca de 2.000 pessoas, provenientes de vários pontos de Portugal e de diferentes países da Europa, naquela que foi a maior edição de sempre do festival.

Mais do que números, esta edição ficou marcada pelos encontros, emoções e pela forma como a comunidade voltou a abraçar um projeto que faz da natureza, da cultura e das pessoas a sua maior inspiração.

A maior programação de sempre

Com a programação mais completa desde a criação do festival, o ARTimanha voltou a afirmar-se como um espaço onde diferentes linguagens artísticas convivem naturalmente.

Ao longo dos três dias, a música ecoou pela Serra do Alvão, através de vários concertos, enquanto o teatro infantil, as performances, os workshops, aulas de yoga, caminhada, artes plásticas, deram vida aos diferentes espaços do recinto.

Novos espaços, novas experiências

A edição de 2026 trouxe duas novidades:

O Espaço Kidsnasceu para que as crianças encontrassem também o seu lugar dentro do festival, através de atividades pensadas para estimular a criatividade, a imaginação e o contacto com a natureza.

Já o Espaço Consciência convidou o público a abrandar o ritmo, refletir e participar em momentos dedicados ao bem-estar como, massagem holística, meditação, aula de yoga, numa conexão entre o ser humano e o património natural que o rodeia, reforçando um dos princípios que sempre caracterizou o ARTimanha.

Arte para todos, feita por todos

Um dos grandes pilares do ARTimanha continua a ser a diversidade artística e humana.

Entre os momentos mais especiais destacou-se o espetáculo infantil apresentado pelo grupo Hermanas Bananas, que encantou os mais pequenos através de um universo cheio de imaginação e fantasia, provando que a arte também nasce da capacidade de sonhar.

A inclusão voltou igualmente a ocupar um lugar de destaque com a atuação do CACI – Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão – que emocionou o público através de uma performance repleta de autenticidade, sensibilidade e talento. Um momento que demonstrou que a arte é, acima de tudo, um espaço onde todos têm voz e lugar.

A música voltou também a marcar o ritmo do festival, com concertos de: O Gajo, Fanfarra da Cebolada, Cheganahora, Balklavalhau e Galandum Galundaina.

Pensar na floresta através da cultura

Na tarde de sexta-feira, 3 de julho, o festival abriu igualmente espaço ao pensamento e ao debate com uma conversa dedicada ao tema “Cultura e Floresta”.

Num momento de reflexão entre diferentes participantes, discutiu-se o papel da cultura na valorização do património natural, na preservação da floresta e na construção de comunidades mais conscientes e ligadas ao território, reforçando uma das grandes missões do ARTimanha: mostrar que a arte também pode inspirar novas formas de cuidar da natureza.

Um festival feito de pessoas para pessoas que regressa nos 2, 3 e 4 de julho de 2027

O Artimanha Festival de Artes é organizado pela Associação Animódia- Arte e Cultura, com o apoio do Município de Vila Pouca de Aguiar. No entanto, o sucesso da edição de 2026 só foi possível graças ao empenho de artistas, associações, parceiros, patrocinadores, técnicos, voluntários e de toda a comunidade envolvida na organização, que, acredita neste evento e na importância da Cultura para o desenvolvimento da região. .

Mais do que os números, o ARTimanha leva consigo os milhares de sorrisos, os reencontros, as descobertas e os momentos vividos entre árvores, música, arte e pessoas.

As luzes desta edição apagam-se, mas o espírito do ARTimanha permanece vivo e em todos os que fizeram parte desta celebração.

O próximo capítulo escreve-se nos dias 2, 3 e 4 de julho de 2027.