Este domingo dia 26 de julho, celebra-se o Dia Mundial dos Avós.
Celebrar este dia, é saber reconhecer o valor do elo de ligação entre o passado e o presente. Atualmente, muitas avós e muitos avôs trabalham fora de casa, ocupam-se das tarefas domésticas e cuidam de netas e netos. Não raras as vezes são suporte afetivo e financeiro das famílias e o seu fundamental apoio na conciliação entre a atividade profissional e a vida familiar e pessoal.
Sabia que o Dia Mundial dos Avós tem origem portuguesa?
Uma senhora chamada Ana Elisa Couto (1926-2007), conhecida como Dona Aninhas, reivindicou uma data que valorizasse a figura dos avós.
Natural de Penafiel e avó de seis netos, tentou durante quase 20 anos que a data comemorativa fosse reconhecida. A mesma foi instituída pela Assembleia da República, em 2003, para ser celebrada no dia 26 de julho, por este ser o dia de Santa Ana e São Joaquim.
Neste dia relembra-se também a importância do envelhecimento ativo, que a Organização Mundial da Saúde define como o processo de otimização das oportunidades para a saúde, participação e segurança, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que envelhecem.
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Há saudades que nunca aprendem a ir embora.
Há lugares à mesa que continuam ocupados pelo silêncio. Há cheiros que aparecem sem avisar.
Há receitas que nunca mais souberam ao mesmo.
Há domingos que ficaram incompletos.
Dizem que o tempo cura. Mas há amores que o tempo apenas ensina a carregar.
Tenho saudades das mãos marcadas pela vida, mãos que contavam histórias sem dizer uma palavra.
Das rugas que eram mapas de coragem.
Da voz que acalmava qualquer tempestade. Do abraço onde o mundo parava e tudo voltava a fazer sentido.
Tenho saudades das conversas simples. Dos conselhos dados entre um sorriso e outro. Das gargalhadas à mesa. Das histórias repetidas vezes sem conta, que hoje daria tudo para ouvir só mais uma vez.
Há pessoas que partem. Mas há amores que nunca aprendem a partir.
Porque um avô… uma avó… nunca desaparecem verdadeiramente. Ficam no nosso jeito de amar.
Nas palavras que repetimos sem dar conta.
Nos valores que carregamos. Na força que encontramos quando pensamos:
“Era isto que eles fariam.”
Sei que o céu deve ser um lugar mais bonito desde que vocês chegaram.
E, mesmo sem vos ver, continuo a procurar-vos em cada pôr do sol, em cada cheiro a comida feita com amor, em cada fotografia antiga, em cada memória que insiste em aquecer o coração nos dias mais difíceis.
A saudade dói porque o amor ficou.
E talvez seja isso que torna os avós eternos: nunca deixam de cuidar de nós. Apenas mudam de morada.
A todos os avós que hoje moram no céu… obrigada!
Obrigado pelos abraços que ainda aquecem a alma, pelas mãos que ensinaram o verdadeiro significado do amor, pela paciência, pelas histórias, pelos mimos, pelas raízes que deixaram em cada um de nós.
Amanhã celebraremos o Dia dos Avós.
Uns terão a sorte de vos abraçar.
Outros fecharão os olhos e abraçar-vos-ão com a memória.
E, no fundo, enquanto houver alguém que pronuncie o vosso nome com amor… vocês nunca deixarão de viver.
Com amor, para todos os avós que agora brilham no céu!
