Vou falar de um assunto da atualidade presente em Portugal.

A Renata, pelos vistos, acha que o Mercado de Natal do Rossio é um problema.

A Renata é ativista da esquerda radical.

A Renata quer ser Mortágua, só que é Cambra.

A Renata parece querer protagonismo político.

A Renata diz preocupar-se com a habitação e com as famílias. Mas, nesta polémica, parece mais preocupada com uma tenda no Rossio e com as câmaras de televisão apontadas na sua direção.

A Renata gosta de uma boa causa. Sobretudo quando há microfones, jornalistas e oportunidade para aparecer.

A Renata não gosta do Mercado de Natal.

A Renata acha que, por não gostar, os Portugueses também devem deixar de o celebrar.

É esta a lógica de certa extrema-esquerda radical…

Falam muito de liberdade, mas parecem ter uma dificuldade enorme em aceitar a liberdade dos outros.

Dizem defender o povo, mas esquecem-se dos comerciantes que precisam de trabalhar.

Dizem defender as famílias, mas parecem ignorar aquelas que querem levar os filhos a passear e a viver a magia do Natal.

Dizem defender direitos, mas por vezes comportam-se como se os direitos dos outros fossem um incómodo.

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA.

Três palavras que parecem provocar uma verdadeira alergia política a certos setores da esquerda radical.

Mas a Renata vai mais longe.

A Renata parece achar-se dona e senhora da Praça do Rossio.

A Renata precisa de perceber uma coisa muito simples.

O Rossio não é teu, Renata.

Não és dona da Praça.

Não és dona de Lisboa.

Não és dona das tradições Portuguesas.

E muito menos és dona da liberdade dos outros.

A Renata não tem mais direitos do que os comerciantes, os trabalhadores, as famílias ou os milhares de Portugueses que querem celebrar o Natal.

E talvez esteja na altura de a Renata perceber que uma tenda não lhe dá autoridade política porra nenhuma.

A Renata quer atenção?

Pois bem, aqui está um bocadinho.

Mas atenção Renata, o protagonismo por vezes sai caro.

Se esta polémica estiver realmente a ser usada para pressionar a saída do Mercado de Natal do Rossio, então o problema não é o Natal.

O problema é achar que uma suposta causa política dá o direito de decidir por toda a gente.

Para teu bem, Renata, segue um conselho de “amigo”…

Procura uma boa dose de bom senso, toma-a a tempo e horas e experimenta respeitar as tradições e a liberdade dos outros.

Não precisas de receita médica. Basta um bocadinho de humildade democrática, mas isso a extrema-esquerda radical não sabe o que é.

O Rossio é de todos. E o Natal também.

Está na hora de pegarem nas tendas e deixarem de fazer da Praça do Rossio um Martim Moniz.

Se eu fosse o Presidente da Câmara de Lisboa, te garanto que já aí não estavam há muito tempo.

Com carinho e sem pachorra para imposições ideológicas doentias…

Mário Gonçalves