Não, não é! Há quem diga que não é um papel assinado que faz o amor prevalecer. Sim, tens razão! Mas… posso falar-te sobre a realidade do morar junto sem ser casado.

Sabes, viver como esposa ou esposo com estatuto de namorada ou namorado é a receita perfeita para a frustração. Posso dizer-te também que compromisso sem aliança é frágil. Sem papel é mais fácil abandonar a relação ao primeiro sinal de crise.

Podes dar muitos anos a alguém que nunca teve a intenção de se casar e só vais perceber quando já estás emocionalmente esgotada. Oiço dizer muitas vezes: “já estamos como casados”! Essa é a desculpa perfeita para nunca oficializar nada. E assim, vais empurrando com a barriga, à espera de uma promessa que nunca vem.

A família dele ou dela, pode nunca tratar-te como parte integrante de verdade, mesmo que muitas vezes senteis à mesma mesa. E como te vais sentir? Como uma visita na tua própria casa.

Mas se terminar a relação os prejuízos emocionais e financeiros vão ser grandes. Pois vão! Porque separar uma vida compartilhada sem os direitos de um casamento pode ser bem mais difícil. No apenas morar juntos, cada um entra com uma visão diferente.

Tu tentas criar raízes, o outro só está a avaliar o terreno. Sabes, dividir o tecto não é o mesmo que dividir sonhos. Existem mulheres e homens que vivem como esposos, enquanto na mesma relação há homens e mulheres que vivem como solteiros. E entre isto, muito mais existe.

Por isso, define bem a tua relação. Não é um papel ou uma aliança que faz o amor durar, mas… o amor não é só sentimento. Toda a relação deve ter um propósito mútuo, recíproco que só no casamento se oficializa e faz prevalecer os teus direitos e deveres.

Pensa nisto… pensa muito bem nisto!

ᴿⁱᶜᵃʳᵈᵒ ᴱˢᵗᵉᵛᵉˢ