As rendas das casas podem aumentar mais de 2% em 2026 com base na inflação. Nos casos em que o valor não é atualizado há três anos, essa subida pode disparar para 11%. O aumento não é automático e depende da decisão do senhorio.
O valor do aumento das rendas calculado com base na inflação é de 2,24% em 2026. Mas se o senhorio não tiver atualizado o valor nos últimos três anos, pode utilizar o chamado coeficiente acumulado de rendas, ou seja, a soma dos aumentos que não foram aplicados.
Isto quer dizer que as rendas poderão ultrapassar os 11% em alguns casos, mediante a decisão do senhorio.
Como explica Sofia Lima, da Deco, “o coeficiente é apurado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)” e “tem sempre como índice o valor da inflação”.
Esta atualização das rendas não é obrigatória. O senhorio pode optar por não aplicar o aumento ou fazê-lo mais tarde.
O valor da nova renda é calculado multiplicando o valor atual por 1,0224. Pegando no exemplo de uma renda de 700 euros, o aumento será cerca de 15 euros por mês.
A comunicação do aumento deverá ser feita 30 dias antes, através de carta com aviso de receção ou carta entregue em mão, com a assinatura do inquilino a confirmar que recebeu a mesma.
No documento deve estar o valor atual da renda, o valor atualizado e a data de início da nova renda. Esta atualização só pode ser feita em contratos em vigor há mais de um ano.
