O partido, liderado por Inês Sousa Real, deixou um comunicado que apela à substituição da pirotécnia sonora por alternativas silenciosas.
O final do ano chega com uma preocupação repetitiva para os adeptos da causa animal: o fogo de artifício, que apesar das consequências para os animais, tanto domésticos quanto selvagens, continua a ser utilizado nesta data. O PAN pronunciou-se sobre sobre o facto, deixando um comunicado onde pede ao Governo que incentive a utilização de “alternativas sustentáveis e de baixo ruído”.
O partido Pessoas-Animais-Natureza recorreu às redes sociais esta terça-feira, 30 de dezembro, para deixar o apelo, clarificando pretender que “o Governo incentive municípios e freguesias a iniciarem uma substituição progressiva de fogos de artifício tradicionais em eventos públicos”. Alternativamente, propõe ” fogos de artifício silenciosos, jogos de luzes ou projeções audiovisuais e multimédia”.
O grupo político sublinha o impacto negativo que esta prática tem sobretudo para “crianças com autismo e pessoas idosas”, bem como para “animais domésticos, silvestres ou selvagens”,
A iniciativa do partido liderado por Inês Sousa Real reforça ainda a importância de uma “campanha nacional de sensibilização” que faça notar os impactos negativos da pirotecnia tradicional. Para tal, pretende que os municípios e freguesias adotem medidas preventivas para “salvaguardar a saúde e a segurança das pessoas mais vulneráveis e dos animais”.
Saiba como proteger o seu patudo na noite de ano novo
Se não puder ficar em casa na noite de Ano Novo, certifique-se de que deixa o seu cão num ambiente seguro. Não facilite, ele deve ficar no interior e nunca no exterior da casa.
“Mais de 80 por cento dos cães demonstram alguma sensibilidade ao ruído, quer seja sons mais simples, como o aspirador, uma mota ou camião do lixo, chegando aos extremos das trovoadas e fogo-de-artifício. Chega ao extremo de alguns animais manifestarem ataques de pânico que culminam em fugas e mesmo auto-traumatismos das mesmas”, explicou ao Valpaços Online o médico veterinário João Reis.
“Acima de tudo, nesses dias (trovoadas ou fogos-de-artifício) deve ser realizado um bom passeio à tarde com muito exercício físico. Depois permitir acesso à casa e não os deixar na rua. Isolar ao máximo o som, fechando os estores e manter um som neutro em casa, como música ou TV”, aconselha o profissional.
Ao mesmo tempo, “deve oferecer um brinquedo interativo, daqueles que podem ser recheados, para eles ficarem entretidos durante a exposição ao estímulo. Para aqueles que começam a ficar mais stressados, os tutores podem tentar acalmá-los com festas”.
Para os animais que culminam nos ataques de pânico, João Reis diz que os donos devem consultar o seu veterinário ou realizar uma consulta de comportamento. “Existem planos de dessensibilização ao ruído, assim como medicação que os pode ajudar a ultrapassar esses momentos”.
Percorra a galeria para saber mais sobre os medos que o fogo-de-artifício provoca.
