A trabalhar no setor automóvel há mais de 10 anos, José não se lembra de um período de vendas tão crítico como o de 2020, ano em que a covid-19 chegou a Portugal.

“A pandemia foi um período complicado, em que o mercado caiu bastante, nós verificamos um aumento na procura, sobretudo de veículos elétricos”, afirmou José Verdasca, diretor-geral da Caetano Lisboa.

Há cinco anos, a venda de carros ligeiros de passageiros novos diminuiu 35% e, só no ano passado é o que o setor conseguiu recuperar o número de vendas, revelam os dados da Associação Automóvel de Portugal.

Além da pandemia também a invasão russa à Ucrânia, em 2022, e em Portugal, as constantes eleições contribuíram para esta tendência.

“Notamos uma dificuldade maior na tomada de decisão, um adiar das decisões de compra e, portanto, há ali sempre um período em que se vê que as pessoas procuraram e investigaram, mas depois demoram muito tempo a tomar a decisão”, alerta José Verdasca, acrescentando que “a questão do fundo ambiental tem ajudado na compra de veículos elétricos”.

A venda de carros elétricos já representa cerca de 60% dos carros vendidos em Portugal, número esse que aumentou sete vezes em 5 anos. Em 2019 foram vendidos cerca de 7 mil carros, ao contrário do ano passado que o número subiu para 52 mil.

A indústria chinesa é das que mais tem crescido. O Jornal de Negócios revela que o número de marcas chinesas em Portugal quase triplicou no último ano e que a maioria dos carros vendidos são elétricos. A BYD lidera as vendas que no ano passado quase duplicaram.