O preço dos metais preciosos como o ouro e a prata está em máximos e deverá continuar a subir em 2026 devido às tensões geopolíticas. Ambos caminham para o maior ganho anual desde 1979, um ano marcado pela revolução no Irão e pelo choque petrolífero que abalou os mercados.

O ouro atingiu, na última quarta-feira, um novo recorde, ultrapassando os 4.500 dólares por onça pela primeira vez.

Em declarações à SIC, João Areal Rothes, diretor-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, explica que “os motivos principais são as condições geopolíticas que temos vivido. A guerra na Ucrânia veio aumentar bastante aquilo que foi o preço do ouro. E depois também esta inconstância económica, esta instabilidade económica que se tem vivido também nos últimos tempos”.

“Os bancos centrais também procuram aumentar as suas reservas, precisamente por causa da desvalorização de algumas moedas, como por exemplo, o dólar, e aqui automaticamente o valor do ouro dispara. Foi o que aconteceu no último ano.” 

Para João Areal Rothes, este é “um investimento bastante seguro (…) É um investimento que nos últimos 50, 100 anos tem sido tem sido seguro e continuará a sê-lo”.

“Os materiais preciosos vão continuar a aumentar, em princípio, em 2026. São essas as análises que temos e, portanto, aquilo que nós dizemos às pessoas é que continuem a comprar jóias, que as usem, que as estimem, porque terão no futuro peças mais valiosas. E é sempre um ativo que se pode ter guardado e que pode, no futuro, ser útil.”