Bastou o extensível e uns pontos na tola, para o galo lhe cantar para mudar o guarda-roupa! … e deixar o soutien da irmã em casa.
O homem voltou de aura renovada e até a escolha musical parece ter recuperado o bom senso e sobriedade, nada de Toys ou Deslandes!
Este jovem parece ter visto a luz ao fundo do bastão! Depois de um encontro pouco amistoso com o Corpo de Intervenção, terá refletido sobre a vida, a sociedade e, quem sabe, até sobre o guarda-roupa.
De repente, o planeta Terra voltou a fazer sentido. Mais consciência social, mais respeito pelas regras e uma nova perspetiva sobre a realidade.
E o melhor de tudo? Segundo esta lógica absolutamente brilhante, o agente ainda terá poupado umas centenas de euros em consultas de psicologia. Uma verdadeira promoção: terapia intensiva, edição policial.
Só há um pequeno detalhe: numa democracia, as autoridades devem atuar dentro da lei, com proporcionalidade e sem transformar a força física num método de reeducação. Porque a autoridade merece respeito, mas também tem de respeitar a lei!
Moral da história? Há quem precise de reflexão, há quem precise de limites e há quem ache que uma bastonada resolve aquilo que nem mil sessões de terapia resolveriam.
Será que foi um momento de reflexão ou apenas mais um episódio de caos à portuguesa?
Paulo Araújo
