A Restauração da Independência assinala o fim de 60 anos de soberania espanhola em Portugal, nos séculos XVI e XVII.

Liderados pela nobreza e apoiados por uma parte significativa da população, os portugueses conspiraram para proclamar a independência a 1 de dezembro de 1640, pondo fim a 6 décadas de ocupação espanhola.

A1 de dezembro de 1640, Portugal testemunhou um momento histórico crucial. A Revolta de 1640, como ficou conhecida, foi o culminar de uma série de descontentamentos em Portugal.

A crise de sucessão ao trono português, após a morte de D. Sebastião em 1578, levou à ocupação espanhola. Foi o início da Dinastia Filipina.

Durante o período de domínio espanhol (1580-1640), a população portuguesa enfrentou uma série de desafios e dificuldade, como a perda da autonomia política e cultural, pesados impostos e a presença constante de autoridades estrangeiras.

A incapacidade de Espanha resolver problemas internos e externos, como a Guerra dos Trinta Anos, foi aproveitada pelos portugueses para recuperar a independência.

Liderados pela nobreza e apoiados por uma parte significativa da população, os portugueses conspiraram para proclamar a independência em 1 de dezembro de 1640. D. João IV foi aclamado como o novo monarca, marcando o início da quarta dinastia, a Casa de Bragança.

Documento em exibição numa exposição sobre os Heróis da Restauração da Independência de Portugal, que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa

Curiosidades sobre este dia na atualidade

O dia 1 de dezembro é o feriado civil mais antigo ainda em vigor, desde a segunda metade do século XIX. Foi comemorado também durante a Primeira República e o Estado Novo.

Até que, em 2012, o Governo social-democrata do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho determinou o fim deste feriado a partir de 2013.

No ano de 2016, o Governo socialista de António Costa decretou a reposição do feriado.