É assim que muitas pessoas apagam alguém, depois que esse alguém cumpre o papel que precisavam. Enquanto tu sustentas, apoias, resolves ou salvas, existe presença.

Quando deixas de ser útil, surge o distanciamento, o silêncio, a indiferença. Isso não fala sobre o teu valor. Fala sobre relações construídas por conveniência, não por vínculo.

Ser apagado dói porque ativa a ferida de descarte mas, também, revela algo importante: quem fica, só enquanto precisa, nunca esteve por inteiro.

Sentir-se descartável é uma percepção dolorosa de desvalorização, frequentemente, onde relações e ligações humanas são tratadas como bens de consumo de uso único. Essa sensação ocorre quando a pessoa sente que a tua presença, esforço ou afeto são considerados convenientes apenas por um tempo, sendo substituíveis ou ignorados logo depois. 

Reconhecer essa atitude é o primeiro passo para parares de te colocares em lugares onde só há espaço para função, nunca para afecto.