Prato transmontano, preparado, constituído por carne de javali confecionada em pedaços, semelhantes a cubos assimétricos, de cor escura, com alguma humidade, suculenta, sabor intenso, aroma distinto e textura suave. O acompanhamento do prato é habitualmente constituído por batata cozida, frutas (maçã, marmelo assado ou cozido, “pera bêbada”) legumes (nabiças, couves ou grelos cozidos), cogumelos ou castanhas.

Caraterísticas particulares: Prato de caça, confecionado com carne de javali, cozinhado em pote de ferro e complementado com outros produtos locais.

Ingredientes utilizados:

Carne de javali, cebola, maçã ou marmelo, vinho tinto e branco, aguardente, brandy ou whisky, azeite de Valpaços, louro, alho, orégãos, pimentas variadas, alecrim e sal.

Modo de preparação:

Previamente à confeção do prato, a carne de javali é colocada durante cerca de 24 horas, numa marinada (calda) constituída por cebola, folhas de louro, maçã ou marmelo, alho, orégão, pimenta, sal, vinho tinto e branco e Aguardente, Brandy ou Whisky, a gosto. Num pote de ferro faz-se um refogado (estrugido) em lume brando com azeite, alho picado e cebola cortada às rodelas até alourar, juntam-se depois os pedaços de javali provenientes da marinada e deixa-se alourar com o pote tapado. Vai-se acrescentando o liquido da marinada e mexendo durante cerca de 2 horas, até estar quase cozinhado. Trinta minutos antes de ser servido, deve adicionar-se um cálice de Aguardente, Brandy ou Whisky (a gosto) e abafa-se o pote, durante o tempo suficiente para terminar a sua confeção.

Disponibilidade do produto ao longo do ano:

Durante todo o ano.

Historial do produto:

Valpaços pela sua situação geográfica, foi sempre muito frequentada por caçadores vindos de outras regiões do país. Este prato de caça evoluiu, antigamente um aproveitamento da carne do javali, presença natural neste território, e que surge hoje como uma das iguarias gastronómicas.

Nada melhor que acompanhar este prato de um vinho tinto de Valpaços.